segunda-feira, 23 de março de 2020

2º colegial - Sociologia - Vida e Obra Max Weber


10 - VIDA E OBRA

Nascido em Erfut, a 21 de Abril de 1864, Max Weber tornou-se um dos sociólogos e
economistas político mais importante da Alemanha nos séculos XIX e XX. Max Weber foi um
dos mais importantes clássicos da sociologia, pois suas teorias contribuem até hoje para a
análise da vida social. Filho de uma abastada família de comerciantes formou-se em direito e
economia nas Universidades de Berlim e de Heidelberg respectivamente. Mais tarde trabalhou
como professor nas Universidades de Berlim (1893), Freiburg (1894), Heidelberg (1897), Viena
(1917). Pode-se afirmar que a vida de Max Weber foi totalmente dedicada aos estudos, à
pesquisa e à participação ativa na política alemã de seu tempo, principalmente mediante suas
intervenções em conferências, seus artigos para jornais e revistas e seus escritos publicados
em vida e postumamente. Max Weber é um pensador de tendência ideológica conservadora e
suas análises têm características histórico-comparativa. Entre suas principais obras podemos
destacar: A ética protestante e o espírito do capitalismo e Economia e sociedade.


ATIVIDADE. Responda em seu caderno:

a) – Quem foi Max Weber?
b) – Como foi a vida de Max Weber?
c) – Qual a tendência ideológica de Max Weber?
d) – Qual as características das análises teóricas de Weber?
e) – Quais as principais obras de Weber?

A METODOLOGIA E A NEUTRALIDADE CIENTÍFICA

A sua insistência em compreender as motivações das ações humanas levou-o a rejeitar a
proposta do positivismo de transferir para a sociologia a metodologia de investigação utilizada
pelas ciências naturais. Não havia, para ele, fundamento para esta resposta, uma vez que o
sociólogo não trabalha sobre uma matéria inerte, como acontece com as cientistas naturais.
Weber diz que o ponto chave de uma investigação sociológica é o individuo e sua ação, é a
compreensão da ação dos indivíduos e não a análise das “instituições sociais” ou “grupo social”
que vai nos permitir entender a sociedade. Para compreender as instituições temos que partir
das intenções e motivações dos indivíduos que vivenciam estas situações sociais.
Ao contrário do positivismo, que dava maior ênfase aos fatos, à realidade empírica,
transformando geralmente o pesquisador num mero registrador de informações, a metodologia
de Weber atribuía-lhe um papel ativo na elaboração do conhecimento.
A intenção de conferir à sociologia uma reputação científica encontra na figura de Max
Weber, um marco de referência. Durante toda a sua vida, insistiu em estabelecer uma clara
distinção entre o conhecimento científico, fruto de cuidadosa investigação, e os julgamentos de
valor sobre a realidade. Com isso, desejava assinalar que um cientista não tinha o direito de
possuir, a partir de sua profissão, preferência políticas e ideológicas. No entanto, julgava ele,
sendo todo cientista também um cidadão, poderia ele assumir posições apaixonadas em face
dos problemas econômicos e políticos, mas jamais deveria defende-los a partir de sua
atividade profissional. Essa posição de Weber, que tantas discussões têm provocado entre os
cientistas sociais, constitui, ao isolar a sociologia dos movimentos revolucionários, um dos
momentos decisivos da profissionalização dessa disciplina. A idéia de uma ciência social
neutra seria um argumento útil e fascinante para aqueles que viviam e iriam viver da sociologia
como profissão. Ela abria a possibilidade de conceber a sociologia como um conjunto de
técnicas neutras que poderiam ser oferecidas a qualquer comprador público ou privado. Vários
estudiosos da formação da sociologia têm assinalado, no entanto, que a neutralidade
defendida por Weber foi um recurso utilizado por ele na luta pela liberdade intelectual, uma
forma de manter a autonomia da sociologia em face da burocracia e do Estado alemão da
época.


CIENTISTA x POLÍTICO

A busca de uma neutralidade científica levou Weber a estabelecer uma rigorosa fronteira
entre o cientista, homem do saber, das análises frias e penetrantes; e o político, homem de
ação e de decisão comprometido com questões práticas da vida. O que a ciência tem a
oferecer a esse homem de ação, segundo Weber, é um entendimento claro de sua conduta,
das motivações e das consequências de seus atos.
A sociologia por ele desenvolvida considerava o indivíduo e sua ação como ponto chave
da investigação. Com isso, ele queria salientar que o verdadeiro ponto de partida da sociologia
era a compreensão da ação dos indivíduos e não a análise das “instituições sociais” ou de
“grupos sociais”, tão enfatizadas pelo pensamento conservador. Com essa posição, não tinha a
intenção de negar a existência ou a importância dos fenômenos sociais, como o Estado, a
empresa capitalista, a sociedade anônima, mas tão somente a de ressaltar a necessidade de
compreender as intenções e motivações dos indivíduos que vivenciam estas situações sociais.
A ciência não pode propor fins a ação prática: “uma ciência empírica não está apta a
ensinar a ninguém aquilo que ‘deve’, mas, sim, apenas aquilo que ‘pode’ – em certas
circunstâncias – aquilo que ‘quer fazer’”. O domínio da ciência empírica deve ser definida como
o dos meios e não como o dos fins.

ATIVIDADE. Responda em seu caderno:
a) – Segundo Weber, qual é ponto chave de uma investigação sociológica?
b) – Por que Weber foi importante para a reputação científica da sociologia?
c) – Por que Weber diferencia o cientista do político?
d) – O que Weber quis salientar ao dizer que o ponto chave da investigação é o individuo e sua
ação?
e) – Por que Weber afirma que a ciência não pode propor fins a ação prática?


3º colegial - História - O Movimento Nazi-Fascista


O MOVIMENTO NAZI-FASCISTA

Apregoando um intenso fervor nacionalista, o movimento fascista (do latim fascio = feixe), surgido em 1919, logo após o findar da Primeira Guerra Mundial, transformou-se num fenômeno político internacional. Tendo seu epicentro na Itália, mergulhada em profunda crise socio-política, dali o fascismo, tornado-se hegemônico sobre os demais partidos da ultra-direita, expandiu-se, com maior ou
menor  presença, por quase todo o mundo. No entanto, em cada lugar em que se organizou assumiu uma denominação, um líder é uma simbologia própria, que diferia das demais agremiações da mesma ideologia.

A MILITARIZAÇÃO DA POLÍTICA

Nó início os seus militantes e principais quadros partidários foram largamente preenchidos por ex-combatentes, por veteranos da Primeira Guerra Mundial, que se sentiram frustrados, excluídos, quando não traídos pelos governos do após-guerra.
Dai entender-se que tanto os chefes do movimento nazi-fascista (como Hitler e Mussolini) como seus seguidores mais próximos serem oriundos das trincheiras, e que, mesmo na paz, continuavam usando uniforme e celebrando a vida de soldados.
Comportavam-se eles como se ainda estivesse entre seus camaradas no fronte de guerra. O fascismo foi, portanto, uma militarização da política, a transposição para a vida civil dos hábitos e costumes adquiridos por uma geração inteira de europeus que passaram quatro anos da sua existência condicionados pela brutal experiência de uma guerra terrível.   
Essa experiência militar deles fez com que os partidos fascistas não somente usassem uniforme e obedecessem ao seu chefe do mesmo modo que os soldados seguem o seu general, como entendessem a política como um campo de batalha, na qual seus adversários não era vistos como rivais num quadro eleitoral, mas sim inimigos a serem encarcerados ou eliminados no futuro. A militarização da vida política, com o partido organizado como fosse um regimento do exército, disciplinado e obediente à
uma hierarquia, teve como conseqüência a determinação deles de submeterem a sociedade civil por inteiro as regras militares. O que conduziu a que levassem a quartelização da sociedade por inteiro. Entendiam que travavam agora, finda a guerra, uma batalha para salvar a pátria, a sua pátria, ameaçada pela subversão comunista (inspirada na revolução bolchevique que ocorria, desde 1917, na Rússia), e pela debilidade da democracia liberal, incapaz de concentrar a energia necessária para retirar a nação da profunda crise econômica e moral com que saíra da guerra.

DIFUSÃO PELO MUNDO

As ruas de Roma, de Munique, de Berlim, de Madri e até do Rio de Janeiro, enchiam-se de desfiles cívicos de militantes que marchavam, embandeirados, aos sons marciais, enaltecendo o nacionalismo e os valores pátrios que, segundo os fascistas, foram esquecidos ou abertamente traídos no período do pós-guerra. Cada organização fascista tinha o seu símbolo, sua cor seu líder absoluto: um chefe, um duce, um führer um caudilho, um chefe, que comandava seus homens como um general em tempo de guerra, e a quem seus seguidores devotavam verdadeira idolatria, considerando-o uma espécie de salva-pátria. Obviamente que os fascistas detestavam a democracia.

OBJETIVOS POLÍTICOS E RACIAIS

Tinham os nazi-fascistas como objetivo maior, deter a subversão social representada pelo comunismo. O nazi-fascismo transformou o bolchevismo no seu inimigo de morte os comunistas não-soviéticos eram vistos como meros agentes a serviço do domínio mundial daquela potência. Pode-se dizer que o fascismo assumiu - uma conotação mais radical exatamente nos países ou nas sociedades que se sentiam mais vulneráveis a uma revolução comunista. Naquelas em que a hierarquia social, os valores tradicionais e o
ordenamento das classes, estavam mais sujeitos a serem derrubados. E onde, no. passado recente, a frustração ou a humilhação nacional sofrida na guerra ainda não fora esquecida.
O nazismo, a vertente alemã do fascismo, elegeu ainda, como seu pior adversário, além dos já citados comunistas, os judeus. Seguidores da tradição anti-semita européia, atribuíam a eles todas as desgraças e vexações porque, a Alemanha passara (a direita alemã debitou à derrota de 1918 aos comunistas e aos judeus que teriam dado “uma punhalada nas costas” do país). O violento anti-semitismo dele e sua política de defesa da eugenia - a obsessão pela pureza racial do homem ariano fez com que os nazistas terminassem por ordenar, entre 1939-45, o maior massacre de seres humanos até hoje registrado na história: o holocausto de todos os judeus europeus e o extermínio de todos aqueles que, segundo eles, “levavam uma vida indigna de ser vivida” (os loucos, menores excepcionais, portadores de males genéticos, idosos senis, etc.).

A ARTE DA PROPAGANDA

Divulgar ao máximo os ideais do nazismo. Essa foi uma das principais estratégias de Hitler para atingir o poder. Em Minha luta, ele já abordava a questão da propaganda, que, para ele, deveria ser popular e emotiva. Ele desenvolveu uma “teoria da oratória” segundo a qual tudo (os gestos, a voz, o local) tinha de ser preparado com cuidado para emocionar o povo.
As massas, segundo Hitler, eram incapazes de muita compreensão. Por isso, um discurso deveria conter uma ou duas idéias, as quais deveriam ser explicadas sob as mais variadas formas até a plena compreensão dos ouvintes. Deveria também ser curto, para não cansar. Por último, deveria ser maniqueísta, opondo o bem ao mal, pois assim era a visão das massas.
Dessa forma, nos discursos e na propaganda, não era necessário estabelecer diferenças entre socialistas, liberais, social-democratas e comunistas. Dizia-se que todos eram inimigos da Alemanha, representavam o mal e deveriam ser combatidos.
Joseph Goebbels, ministro da Propaganda a partir de 1933, foi um dos mais úteis colaboradores de Hitler. Na verdade, os nazistas elaboraram uma síntese cuidadosa de todas as técnicas de manipulação de opinião até então existentes, utilizando-se de recursos da ciência, da religião e da arte.
As fontes eram variadíssimas: da ancestral mitologia germânica até elementos litúrgicos do catolicismo, incluindo o estudo da psicologia de massas e as técnicas de agitação comunistas. Enfim, procurava-se condicionar homens e mulheres, de modo a transformá-los em autômatos do Estado. Mais do que isso, tentava-se criar indivíduos integrados a um projeto muito maior do que eles, a um Estado forte, poderoso e controlador de todos os atos, individuais ou coletivos.
Desse modo, os cidadãos alemães se sentiam participando do processo de recuperação do país, além de protegidos e irmanados numa mesma luta, pelos mesmos ideais. O cidadão mais humilde podia se sentir parte de um bloco útil, indestrutível e coeso.
Os comícios espetaculares eram realizados preferencialmente no início da noite. Um mar de bandeiras, jogos de archotes, musicas envolventes e canhões de luzes (como nos shows dos dias de hoje) hipnotizavam os seguidores do Fuhrer.
Ele chegava, discursava, levava a multidão à histeria e desaparecia, pois o mito não deveria permanecer por muito tempo no mundo dos simples mortais. Nas manifestações diurnas, Hitler chegava de avião, como se fosse um deus pousando entre os seus seguidores.

A IDEOLOGIA NAZISTA

A ideologia nazista — vista em seus termos mais gerais — se baseava no conceito de nação. Ela rejeitava a sociedade liberal e a democracia, que gerariam divisões internas e o enfraquecimento
dessa nação. Para que tal enfraquecimento da coletividade não ocorresse, seria fundamental a existência de um Estado forte, capaz de fazer prevalecer os interesses coletivos sobre os individuais. Tal Estado se encarnaria num grande líder, ser infalível e perfeito, que se comunicaria com o povo por meio do partido único, o Partido Nazista. Este deveria enquadrar hierarquicamente a sociedade, pois o poder e as ordens deveriam vir sempre de cima, emanando, em princípio, da figura do líder. Ele seria, dessa forma, a encarnação do todo coletivo, ao qual cada indivíduo deveria submissão e obediência cega.
O que se disse anteriormente aplica-se, em princípio, aos diferentes fascismos (italiano, francês, espanhol, etc.). O nazismo acrescentou a essa base geral dois elementos que vão dar a ele um caráter
bastante diferenciado em relação aos demais movimentos: o racismo e o anti-semitismo.
Na visão nazista de mundo, a base de todas as coisas era a luta pela vida. Nessa luta, a raça mais forte estava destinada a vencer e superar as outras. O que, porém, determinava a maior ou menor força de uma raça? Não seria o número nem a engenhosidade, mas sim a pureza.
Hitler e seus seguidores identificavam na Alemanha pré-nazista uma raça em decadência, devido à mistura com etnias inferiores e à entrada de ideologias estrangeiras — como o liberalismo e o marxismo —, que enfraqueciam a cultura germânica. Para salvar a Alemanha do abismo, o nazismo se propunha a depurá-la e a purifica-la, recuperando a força da antiga raça branca pura, a “raça ariana”,
da qual os alemães seriam os grandes herdeiros.
Após essa recuperação, a nação e a raça alemãs estariam novamente fortes e poderiam iniciar a sua grande obra: o domínio das raças inferiores da Europa e talvez do mundo todo, iniciando a era da civilização ariana.
Em resumo, a ideologia nazista se baseava na luta racial, no culto à força e ao poder, na submissão do indivíduo ao Estado, na primazia do emocional sobre o racional. O que dava coerência às teorias nazistas, contudo, era um outro aspecto de sua ideologia, talvez o mais conhecido: o anti-semitismo.
O nazismo tinha, de fato, uma concepção delirante: se os arianos representavam a luz do mundo, os judeus simbolizavam o mal.
Dificil de ser comprovada, essa visão animava Hitler e seus adeptos: todo o mal do mundo se originaria dos judeus. Eles seriam responsáveis pelas ideologias antiarianas, como o liberalismo e o comunismo, além de haver causado a derrota alemã na Primeira Guerra e contaminado a raça branca. A sobrevivência dessa raça dependeria da derrota dos judeus. Como se pode ver no filme A lista de Schindler (dirigido por Steven Spielberg em 1993) e em documentários da época, esse anti-semitismo foi levado a extremos horripilantes, como o massacre programado dos campos de extermínio.
Foi a partir dessa doutrina que o nazismo pretendeu criar um “novo homem” alemão, uma nova Alemanha e uma renovada e superior raça dominante. Isso nos leva ao mundo da cultura nazista.


O “NOVO HOMEM” NAZISTA

O novo homem nazista era um indivíduo que deveria diferir de todos os que o antecederam e representar o melhor da raça germânica. Para conhecer como foi levada a cabo a tentativa de cria-lo, talvez o melhor caminho seja o estudo das instituições em que o nazismo acreditava estarem seus melhores representantes: as tropas de choque AS e SS.
Nascidas com o nazismo para os combates de rua contra os inimigos do partido, as AS sempre constituíram modelo de força, agressividade, heroísmo e camaradagem. Dentro de suas fileiras, o homem encontraria disciplinam, companheiros fiéis e um espírito de sacrifício que daria sentido a sua vida. Individualmente, os milicianos AS nada valiam, mas coletivamente representavam, até seu colapso em 1934, o que deveria ser o homem nazista.
As SS sofisticaram ainda mais esse papel de força de elite do nazismo. Seu milicianos cultivavam uma mística de grupo especial, escolhido por Deus para servir à “raça ariana” e à Alemanha. Assim como os AS, eles valorizavam a lealdade e a bravura, o espírito de sacrifício, a obediência cega e automática ao chefe. Considerado a elite da elite ariana, deveriam cumprir todas as tarefas que lhes fossem confiadas, ainda que isso implica-se – como de fato implicou – a morte de milhões de pessoas.
Outros aspectos da civilização nazista poderiam ser abordados, como a criação de uma “ciência ariana” que deveria introduzir a ideologia nazista em todos os campos do conhecimento, ou a idealização da vida rural, na qual os camponeses eram visto, miticamente, como a reserva moral da raça alemã. Seriam pontos interessantes, mas gostaríamos de chamar a atenção do leitos para outro aspecto do nazismo. Nas páginas anteriores, fizemos alusão ao “novo homem” nazista. A palavra “homem” utilizada aqui não é sinônimo de espécie humana, mas se refere apenas ao macho da espécie, ao homem, ao gênero masculino. E as mulheres?
Toda a cultura e a arte nazista eram projetadas para dignificar a mulher, mas apenas um tipo especial de mulher: a mãe, a reprodutora. Em quadros, filmes e livros, a imagem é sempre a mesma: mulheres loiras, quase sempre camponesas, com todos os atributos da beleza e da feminilidade, voltadas sempre para o que o regime considerava a missão das nazistas: cuidar do lar e da casa para o marido envolvido no mundo do trabalho e da guerra e providenciar o nascimento contínuo de arianos para substituir os caídos em combate. Leis, condecorações, prêmios, tudo foi usado para convencer a mulher alemã de seu destino e de seu dever: colaborar, com filhos, para a política demográfica do regime e, assim, dar o seu quinhão para a glória e a sobrevivência da “raça ariana”.
Os arianos: denominação “ariano” tradicionalmente se refere aos antigos povos que teriam formado a população da Europa, de parte da Índia e da antiga Pérsia e que, até hoje, falariam línguas aparentadas. Na mitologia nazista, contudo, a idéia era a de que os arianos seriam os fundadores da raça branca e uma das obsessões da ciência do regime era determinar justamente o ponto exato de seu surgimento.



EXERCÍCIOS


1-      O que apregoava o nazi-fascista?
2-      Quem eram no inicio os militantes do partido nazi-fascista?
3-      Como se coportavam os militantes do partido nazi-fascista?
4-      Qual era o objetivo maior do partido nazi-fascista?
5-      Qual era o outro objetivo da vertente alemã?
6-      Qual era a estratégia de Hitler quanto a propaganda?
7-      Fale sobre a teoria da oratória.
8-      O que pensava Hitler sobre as massas?
9-      Como eram os comícios?
10-   Fale sobre a ideologia nazista.
11-  Qual era a visão nazista de mundo?
12-   Como era o novo homem nazista?
13-   Como surgiu a AS e a SS?
14-   Qual o papel da mulher na sociedade nazista?
15-  Qual era a denominação de ariano?


3º colegial - História - Quebra da Bolsa de Valores de Nova Yorque


QUEBRA DA BOLSA DE VALORES DE NOVA YORQUE

Após a primeira guerra mundial (1918), os EUA eram o país mais rico do planeta. Além das fábricas de automóveis, os EUA também eram os maiores produtores de aço, comida enlatada, máquinas, petróleo, carvão….
Nos 10 anos seguintes, a economia norte-americana continuava crescendo causando euforia entre os empresários. Foi nessa época que surgiu a famosa expressão “American Way of Life” (Modo de Vida Americano). O mundo invejava o estilo de vida dos americanos.
A década de 20 ficou conhecida como os “Loucos Anos 20”. O consumo aumentou, a indústria criava, a todo instante, bens de consumo, clubes e boates viviam cheios e o cinema tornou-se uma grande diversão.
Os anos 20 foram realmente uma grande festa! Nessa época, as ações estavam valorizadas por causa da euforia econômica. Esse crescimento econômico (também conhecido como o “Grande Boom”) era artificial e aparente, portanto logo se desfez.
De 1920 até 1929, os americanos iludidos com essa prosperidade aparente, compraram várias ações em diversas empresas, até que no dia 24 de outubro de 1929, começou a pior crise econômica da história do capitalismo.
Vários fatores causaram essa crise:
- Superprodução agrícola: formou-se um excedente de produção agrícola nos EUA, principalmente de trigo, que não encontrava comprador, interna ou externamente.
- Diminuição do consumo: a indústria americana cresceu muito; porém, o poder aquisitivo da população não acompanhava esse crescimento. Aumentava o número de indústrias e diminuía o de compradores. Em pouco tempo, várias delas faliram.
- Livre Mercado: cada empresário fazia o que queria e ninguém se metia.
- Quebra da Bolsa de Nova York: de 1920 a 1929, os americanos compraram ações de diversas empresas. De repente o valor das ações começaram a cair. Os investidores quiseram vender as ações, mas ninguém queria comprar. Esse quadro desastroso culminou na famosa “Quinta-Feira Negra” (24/10/1929 – dia que a Bolsa sofreu a maior baixa da história).
Se o valor das ações de uma empresa está desabando, o empresário tem medo de investir capital nessa empresa. Se ele investe menos, produzirá menos; se produz menos, então, não há motivo para tantos empregados, o que levará o empresário a demitir o pessoal.
Muitos empresários não sobreviveram à crise e foram à falência, assim como vários bancos que emprestaram dinheiro não receberam de volta o empréstimo e faliram também.
A quebra da bolsa trouxe medo, desemprego e falência. Milionários descobriram, de uma hora para outra, que não tinham mais nada e por causa disso alguns se suicidaram. O número de mendigos aumentou.
A quebra da bolsa afetou o mundo inteiro, pois a economia norte-americana era a alavanca do capitalismo mundial. Para termos uma idéia, logo após a quebra da bolsa de Nova York, as bolsas de Londres, Berlin e Tóquio também quebraram.
A crise fez com que os EUA importassem menos de outros países, como conseqüência os outros países que exportavam para os EUA, agora estavam com as mercadorias encalhadas e, automaticamente, entravam na crise.
Em 1930, a crise se agravou. Em 1933, Roosevelt foi eleito presidente dos EUA e elaborou um plano chamado New Deal. O Estado passou a vigiar o mercado, disciplinando os empresários, corrigindo os investimentos arriscados e fiscalizando as especulações nas bolsas de valores.
Outra medida foi a criação de um programa de obras públicas. O governo americano criou empresas estatais e construiu estradas, praças, canais de irrigação, escolas, aeroportos, portos e habitações populares. Com isso, as fábricas voltaram a produzir e vender suas mercadorias. O desemprego também diminuiu. Além disso, o New Deal criou leis sociais que protegiam os trabalhadores e os desempregados.
Para acabar com a superprodução, o governo aplicava medidas radicais que não foram aceitas por muitas pessoas: comprava e queimava estoques de cereais, ou então, pagava aos agricultores para que não produzissem.
O New Deal alcançou bons resultados para a economia norte-americana.
Essa terrível crise que atravessou a década ficou conhecida como Grande Depressão.
Os efeitos econômicos da depressão de 30 só foram superados com o inicio da Segunda Guerra Mundial, quando o Estado tomou conta de fato sobre a economia ajudando a ampliar as exportações. A guerra foi então, uma saída natural para a crise do sistema capitalista.
Na década de 30, ocorreu a chamada “Política de Agressão (dos regimes totalitários – Alemanha, Itália e Japão) e Apaziguamento das Democracias Liberais (Inglaterra e França)”.
A política de agressão culminou em 1939 quando a Alemanha nazista invadiu a Polônia dando por iniciada a Segunda Grande Guerra.

EXERCICIOS
1-      O que aconteceu de 1920 a 1929?
2-      Quais os fatores que causaram a crise?
3-      Por que a década de 20 ficou conhecida como os Loucos anos 20?
4-      O que foi a 5ª feira Negra?
5-      O que levou os empresários a demitir os seus funcionários nesse período?
6-      Por que a queda da bolsa de Valores Americana afetou o mundo inteiro?
7-      O que é New Deal?
8-      O que o governo fez com a superprodução?
9-      Como foram superados os efeitos da depressão de 30?


3º colegial - História - Primeira Guerra Mundial


PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

AS TENSÕES EUROPÉIAS NO INÍCIO DO SÉCULO XX

No início do século XX, havia enorme tensão e rivalidade entre os governos das grandes potências européias, como Alemanha, Inglaterra e França. Essa tensão resultava de disputas territoriais e por mercados, tanto na Europa quanto fora dela.
Os empresários buscavam novos mercados que consumissem seus produtos, o que levou os governos dos países industrializados europeus a disputar colônias na África e na Ásia.
Ao mesmo tempo, o governo de cada país industrializado procurava dificultar a expansão econômica dos demais, fechando seus mercados aos produtos importados e tentando impedir a expansão do império colonial dos concorrentes. Essa disputa econômica envolveu principalmente interesses ingleses e alemães.

MOVIMENTOS NACIONALISTAS

Ligados a essas disputas econômicas e por colônias, havia os movimentos nacionalistas, que pretendiam agrupar sob um mesmo Estado povos de matrizes culturais semelhantes, o que levava a um desejo de expansão territorial. Entre os principais movimentos nacionalistas que se desenvolveram na Europa no início do século XX, destacaram-se o pan-eslavismo e o pangermanismo. Os pan-eslavistas, liderados em certa medida pelo governo russo, queriam unir todos os povos eslavos da Europa Oriental. Os pangermanistas pretendiam anexar à Alemanha os territórios da Europa Central onde viviam germânicos. Além disso, havia o revanchismo francês, movimento nacionalista pelo qual o governo francês visava recuperar os territórios da Alsácia-Lorena, região rica em minérios de ferro e carvão que os franceses foram obrigados a entregar aos alemães depois da derrota na Guerra Franco-Prussiana, em 1870.
O clima de rivalidades deu origem à chamada paz armada: diante do risco de guerra, as potências iniciaram uma corrida armamentista, fortaleceram seus exércitos e formaram alianças políticas.

POLÍTICAS DE ALIANÇAS

Os governos das grandes potências firmaram tratados de alianças entre si, com o objetivo de somar forças para enfrentar os rivais. Depois de muitas negociações e tratados bilaterais, a Europa, em 1907, ficou dividida em dois grandes blocos:
- Tríplice Aliança – formada inicialmente por Alemanha, Áustria e Itália;
- Tríplice Entente – formada inicialmente por Inglaterra, França e Rússia.
As alianças originais sofreram alterações e, conforme seus interesses, algumas forças acabaram mudando de lado. Exemplo disso foi o governo da Itália, que, em 1915, passou para o lado da Entente por ter recebido a promessa de compensações territoriais.
As tensões entre os dois blocos foram aumentando, a ponto de qualquer incidente poder dar início à guerra.

MOMENTOS DE CRISE

No contexto de disputas entre as potências européias, duas grandes crises contribuíram para o acirramento das tensões internacionais:
- Crise do Marrocos – entre 1905 e 1911, França e Alemanha quase chegaram à guerra, devido à disputa pelo território do Marrocos, no norte da África. Em 1906, foi convocada uma conferência internacional. Essa conferência deliberou que os franceses teriam supremacia sobre o Marrocos , enquanto aos alemães caberia uma pequena faixa de terras no sudoeste africano. O governo da Alemanha  não se conformou com a decisão desfavorável e, em 1911, surgiram novos conflitos com a frança pela disputa de territórios da África. Para evitar a guerra, o governo francês concedeu à Alemanha uma considerável parte do Congo.
- Crise balcânica – um dos principais focos de atrito entre as potências européias era a península Balcânica, onde se chocavam o nacionalismo da Sérvia (apoiada pela Rússia) e o expansionismo da Áustria (aliada da Alemanha).
Em 1908, a Áustria anexou a Bósnia-Herzegovina, contrariando os interesses da Sérvia da Sérvia, que pretendia incorporar aquelas regiões habitadas por eslavos e criar a Grande Sérvia. Os movimentos nacionalistas sérvios passaram a reagir violentamente contra a anexação austríaca da Bósnia-Herzegovina.
O estopim da Primeira Guerra Mundial foi o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco, e de sua esposa, na cidade de Sarajevo (Bósnia). O autor do crime foi um estudante, pertencente à organização secreta nacionalista Unidade ou Morte, que tinha o apoio do governo sérvio (ligado, por sua vez, ao governo Russo). Naquelas circunstâncias históricas, o assassinato de Francisco Ferdinando provocou uma reação militar da Áustria contra a Sérvia. Então, devido à política de alianças, muitas outras nações entraram no conflito.

UNIÃO DE FORÇAS

A guerra durou cerca de quatro anos, de 1914 a 1918, envolvendo dois grandes blocos rivais: de um lado, as forças militares da Alemanha, Turquia, Bulgária e do Império Austro-Húngaro; de outro, as da França, Inglaterra, Rússia, Bélgica, Sérvia, Itália, Grécia, do Japão e dos Estados Unidos, entre outros.
O Brasil foi o único país sul-americano a entrar efetivamente nesse conflito, declarando guerra à Alemanha. Cooperando com os ingleses, patrulhou o Atlântico sul e enviou médicos e aviadores à Europa.
A Primeira Guerra Mundial ficou assim conhecida porque foi, efetivamente, a primeira guerra generalizada, envolvendo as principais potências das diversas regiões do mundo, embora as batalhas tenham ocorrido principalmente no continente europeu.
Os combates terrestres resultaram em número elevado de mortes, em razão do uso de novas armas, como metralhadoras, lança-chamas e projéteis explosivos. Além disso, pela primeira vez o avião e o submarino foram usados como recursos militares, ampliando as possibilidades de ataque e o poder de destruição.

PRINCIPAIS FASES DO CONFLITO

A Primeira Guerra Mundial pode ser divida em três grandes fases.

- Primeira fase (1914-1915) – marcada pela intensa movimentação das forças beligerantes. Depois de uma rápida ofensiva das tropas alemãs em território francês em setembro de 1914, os exércitos franceses organizaram uma contra-ofenciva, detendo o avanço germânico sobre Paris (Batalha do Marne). A partir desse momento, nenhum dos lados conseguiu vitória significativas sobre o outro, mantendo-se um equilíbrio de forças nas frentes de combate.

- Segunda fase (1915-1917) – a intensa movimentação de tropas da fase anterior foi substituída por uma guerra de trincheiras, em que cada lado procurava garantir suas posições, evitando a aproximação do inimigo.
Foi um período extremamente duro e desgastante para as tropas em conflito. Sob ataque intermitente do inimigo, os soldados guarneciam suas posições nas trincheiras, enfrentando o frio, a chuva e o barro.

- terceira fase (1917-1918) – ocorreu a entrada de outros países na guerra. A marinha alemã, utilizando seus submarinos, afundou navios de países tidos como neutros, alegando que transportavam alimentos para os inimigos. Foi o caso, por exemplo, dos navios Lusitânia e Arábia, dos Estados Unidos, e do navio Paraná, do Brasil. Nessa fase da guerra, dois acontecimentos se destacaram: a entrada das forças dos Estados Unidos no conflito e a saída dos exércitos da Rússia

MUDANÇAS PROVOCADAS PELA GUERRA

A guerra provocou grandes transformações na vida das populações européias.
Além dos soldados combatentes, a população civil também sofreu conseqüências do conflito. Quase todos os segmentos sociais foram envolvidos, de alguma forma, pelo “estado de guerra”.
A economia dos países em conflito foi direcionada para aumentar a produção dos artigos exigidos pela guerra (produção de armas, munições, veículos de transporte etc.) Como grande número de homens participava dos combates, considerável parcela de mulheres ingressou no mercado de trabalho industrial, especialmente na Inglaterra, frança e Itália.
Com a destruição de diversas estruturas produtivas, verificou-se em muitos países a escassez de alimentos, além do aumento dos preços de gêneros de primeira necessidade. Os governos impuseram medidas de racionamento, e a fome espalho-se por várias camadas da população, principalmente nas regiões próximas às zonas de combate.

O FIM DA GUERRA

O apoio financeiro e material dado pelo governo dos Estados Unidos ao entrar na guerra foi decisivo para a vitória da Entente e de seus aliados. Os recursos da Entente eram muito superior aos da Tríplice Aliança. No início de 1918, as forças da Alemanha ficaram isoladas e sem condições de sustentar os combates. Em 11 de novembro daquele ano, o governo alemão assinou o armistício (acordo de paz) em situação bastante desvantajosa.

O PÓS-GUERRA – a paz dos vencedores

Após a rendição alemã, no período de 1919 a 1920, realizou-se no palácio de Versalhes, na frança, uma série de conferências com a participação de representantes de 27 nações vencedoras da guerra. Dessas conferências, sob a liderança dos representantes dos Estados Unidos, da Inglaterra e da França, nasceu o Tratado de Versalhes, que impôs duras condições aos alemães.
O conjunto de decisões impostas aos alemães provocou, em pouco tempo, uma intensa reação das forças políticas que se organizavam em seus país. Os alemães  consideravam injustas, vingativas e humilhantes as condições da Tratado de Versalhes. Anos mais tarde, o desejo de mudar essas condições motivaria o ressurgimento do nacionalismo alemão.
Além do Tratado de Versalhes, foram assinados outros acordos entre os representantes dos países envolvidos no conflito. Por meio desses tratados desmembrou-se o Império Austro-Húngaro, alguns países ganham territórios e outros perderam. Surgiram assim novos países, como Tchecoslováquia, Hungria, Polônia, Iugoslávia, Áustria, Letônia e Estônia.

EXERCÍCIOS

1-       Sintetize os principais fatores que contribuíram para gerar o clima de tensão e rivalidade entre os países europeus no início do século XX.

2-       Identifique os principais movimentos nacionalistas que se desenvolveram na Europa no início do século XX; aponte seus objetivos.

3-       Explique o que foi a “paz armada”.

4-       Quais os principais blocos formados a partir dos tratados de alianças firmados entre as grandes potências européias? Qual era o objetivo dessas alianças?

5-       Que fato serviu de estopim para deflagrar a Primeira Guerra Mundial?

6-       Explique as principais fases em que pode ser dividida a Primeira Guerra Mundial.

7-       O que foi o Tratado de Versalhes?

2º colegial - História - Calvino e o Calvinismo


CALVINO E O CALVINISMO

Sacerdote francês convertido ao Luteranismo, João Calvino (1509-1564) levou ainda mais longe as propostas de reforma de Lutero. Estabelecido em genebra, na Suíça, sua pregação conquistou grande número de adeptos.
Calvino registrou sua doutrina na obra Instituição de religião cristã, publicada em 1536. De modo sintético, o calvinismo – semelhante ao Luteranismo em muitos aspectos apresenta as seguintes propostas:
-          aceitação exclusiva das sagradas escrituras como instrumento para conhecer a verdade divina;
-          predestinação – desde o nascimento, as pessoas estão destinadas por deus à salvação ou à condenação eterna, independentemente de suas obras no mundo material;
-          eliminação das imagens de santos e das cerimônias pomposas no culto, que deveria se limitar à leitura e discussão de trechos da Bíblia.
O calvinismo propagou-se rapidamente por várias regiões da Europa, principalmente por aquelas em que as atividades mercantis se desenvolviam de modo mais dinâmico.
A religião fundada por Calvino, com sua teoria da predestinação, foi o mais forte incentivo ideológico ao desenvolvimento capitalista. Ela ensinava que o lucro não era pecado e que a única maneira de alguém saber se estava predestinado à salvação era obter êxito nas relações econômicas por meio do trabalho árduo e disciplinado. “O comerciante que busca o lucro” – rezava a doutrina – “responde também ao chamado de Deus”.

A IGREJA CONTRA-ATACA

A reação da Igreja Católica ao avanço das propostas de reforma ficou conhecida como Contra-Reforma. O Concílio de Trento (1545 e 1563), do qual participaram representantes da Igreja Católica de toda a Europa, coordenou e orientou o movimento.
O Concílio não fez nenhuma concessão em matéria de doutrina religiosa, confirmando todos os pontos criticados pelos protestantes: importância dos sacramentos, celibato clerical, valor das boas obras como caminho para a salvação etc. Ao mesmo tempo, todavia providências para moralizar o clero e fortalecer a autoridade da hierarquia católica.
Um importante papel na Contra-Reforma foi desempenhado pela Companhia de Jesus. Essa ordem religiosa foi fundada em 1534 por Ignácio de Loyola, ex-soldado espanhol que estudou teologia em paris. Reconhecida pelo papa seis anos depois, a Companhia de Jesus (ou ordem dos Jesuítas) teve uma atuação destacada no Concílio de Trento. Seus integrantes, os jesuítas, logo se espalhariam pelo mundo com o objetivo de expandir a fé católica, colaborando assim de maneira decisiva com a cúpula da Igreja no combate ao protestantismo.
Na parte da América dominada pelos portugueses, eles começaram a chegar a partir de 1549. Uma vez aqui, dedicaram-se principalmente à catequese dos indígenas e à educação infantil entre os colonos, fundando e mantendo inúmeros colégios.



EXERCÍCIOS


1-      Escolha um dos preceitos de Calvino e disserte sobre ele.
2-      Onde o calvinismo se propagou mais rapidamente?
3-      Qual foi a reação da Igreja Católica diante dos fatos ocorridos?
4-      Onde a Companhia de Jesus atuou?



2º colegial - História - Lutero e a Reforma Protestante


LUTERO E A REFORMA PROTESTANTE

De origem germânica, Martinho Lutero (1483-1546) era monge e teólogo. Em 1517, estava ensinando na universidade de Wittenberg, no Sacro Império, quando apareceu por ali um religioso vendendo indulgência, isto é, a absolvição dos pecados. Naquele tempo, as autoridades da Igreja difundiam a idéia de que a compra de indulgências era condição para garantir a salvação dos fiéis.
Contrário a essa prática, Lutero afixou na porta da igreja da cidade um texto conhecido como 95 teses, no qual discordava em pontos importantes da prática católica. Seguiu-se enorme polêmica que culminou com a excomunhão do monge pelo papa.
A situação se parecia com a de João Huss, ocorrida um século antes.
Muito tempo antes de Lutero, alguns reformadores já haviam tentado renovar a doutrina e as práticas da Igreja. Foi o caso, entre outros, de João Huss, que se converteu em líder de uma revolta ocorrida no início do século XV, na Boêmia (hoje, República Tcheca).
A região fazia parte do Sacro Império, no qual a maior parte dos altos cargos da Igreja era ocupada por religiosos germânicos. Professor da Universidade de Praga, João Huss pregava a reforma da Igreja, negava o dogma da infalibilidade do papa e lutava contra o predomínio dos prelados germânicos.
João Huss foi preso e intimado a negar seus pontos de vista durante o Concílio de Constança. Como se recusasse, foi queimado na fogueira em 6 de julho de 1415. sua morte radicalizou o descontentamento religioso, que se transformou numa revolta popular e se espalhou por toda a região.
Contudo, Lutero recebeu o apoio de um número muito grande de nobres e integrantes da burguesia. Graças a esse apoio, ele pôde enfrentar a reação da Igreja.
Com suas propostas reformistas divulgadas por todo o Sacro Império, Lutero conquistava a adesão de parcela cada vez maior da população. Muitos dos príncipes germânicos, convertidos às novas doutrinas, passaram a empreender o confisco de terras da Igreja. Após alguns anos, as idéias de Lutero levaram os nobres a reivindicar a autonomia religiosa dos principados germânicos em relação a Roma.
Diante dos conflitos que se disseminavam pelo Império, Carlos V, imperador católico, convocou uma assembléia declarou que a nova doutrina poderia se seguida apenas em alguns principados, mantendo-se a hegemonia da Igreja Católica na maior parte do território. Revoltados, nobres e burgueses protestaram violentamente contra essa decisão. A partir desse acontecimento, os seguidores da reforma Luterana passaram a ser chamados de Protestantes.
O conflito se prolongou até 1555, quando foi celebrada a Paz de Augsburgo, concedendo a cada príncipe o direito de escolher a religião de seu principado.
Ainda em 1530, auxiliado pelo humanista Filipe Melanchthon, Lutero redigiu a Confissão de Augsburgo, que constituiu a doutrina da Igreja Luterana. Entre seus princípios estavam:
-          a teoria do sacerdócio universal, segundo a qual qualquer pessoa pode interpretar os textos sagrados e ser “sacerdote de si mesma”, sem necessidade de um representante para intermediar sua relação com Deus;
-          a tese da salvação pela fé, que rejeita a crença católica da salvação pelas obras, especialmente as “falsas boas obras”, pagas com dinheiro;
-          a abolição do celibato dos sacerdotes;
-          a eliminação dos sacramentos, isto é, das cerimônias de bênção aos fiéis, com exceção do batismo e da eucaristia;
-          a substituição do latim pela língua germânica nas cerimônias religiosas;
-          a rejeição da hierarquia do clero católico (padre, bispo, arcebispo, cardeal e papa).
Ao desenvolver seus próprios preceitos e criar uma nova prática, Lutero dividiu a cristandade, quebrando o monopólio da Igreja Católica.

1-      Fale sobre a venda das indulgência.
2-      Quem foi João Huss?
3-      Qual a diferença entre Huss e Lutero?
4-      Escolha um dos preceitos de Lutero e disserte sobre ele.
5-      Quais foram as conseqüências dos preceitos de Lutero?